Rede Udométrica de Alarme

A conceção de uma rede udométrica, na envolvente da área monitorizada, exigiu um estudo prévio da distribuição e intensidade da precipitação, realizado com base nas observações disponíveis. No âmbito do trabalho desenvolvido, foi consultada, entre outros, a bibliografia de Strangeways, I. (2007) bem como da WMO (2009), onde se obtiveram características e, principalmente, recomendações sobre os vários tipos de postos udométricos e udográficos, com vista ao estabelecimento de uma rede eficaz e fiável para o projeto desenvolvido.

Atualmente os aparelhos com melhores resultados na medição da intensidade de precipitação são os udómetros de recetáculos basculantes. Segundo a bibliografia analisada, aqueles que têm básculas de medição entre 0,5 e 1 mm são os mais recomendados para a análise de precipitações intensas.

No caso do MonitorizaRibeiras, não obstante o interesse na obtenção de dados de precipitação complementares à rede udométrica existente, no sentido de dar continuidade ao trabalho que tem vindo a ser realizado pelo LREC no âmbito da hidrologia, valorizou-se o facto destes novos equipamentos (resolução de 0,5 mm) serem capazes de medir precipitações intensas (300 mm/h), considerando-se portanto mais apropriados para integrar o sistema de alerta criado.

Relativamente ao fornecimento de energia, os aparelhos de medição da precipitação são alimentados por baterias carregadas por painéis solares, munidas de um sistema de poupança de energia que tem em consideração a tensão nas mesmas e a temperatura do local.

Os udómetros foram configurados para registar dados pluviométricos em intervalos de 10 minutos. Para níveis de precipitação extremos, horários ou diários, e em função da quantidade de precipitação acumulada em meses precedentes, será enviado um alerta para o LREC, de maneira que correlacionando com outras variáveis se possa aferir a iminência de evento. Na inexistência de precipitações excecionais, a estação comunica com o servidor do LREC em intervalos horários.

A nova rede (de alarme) foi estruturada de modo que, cada resultado pontual possa ser correlacionado espacialmente, por forma a evitar erros de medição que possam comprometer todo o sistema de alerta. Assim, foram definidas quatro redes primárias, constituídas pelos pontos (P1, P2 e P4) na bacia de São João, (P3, P4, P5 e P6) na bacia de Santa Luzia, (P5, P6, P7 e P8) na bacia de João Gomes e (P9, P10, P11 e P2) na bacia da Ribeira Brava. Numa fase posterior, considerando automatizada toda a restante rede udométrica do LREC, poder-se-á fazer este tipo de analogia recorrendo a métodos de interpolação, que permitir-nos-ão detetar com maior precisão a zona mais suscetível para a ocorrência do fenómeno.

Finalmente, todo o processo de aquisição e tratamento de dados e respetiva emissão de alertas será gerido por um software desenvolvido para o propósito.

Bacias Hidrográficas

As bacias hidrográficas abrangidas pelo presente projeto, têm uma orientação predominante N-S. As características morfométricas das mesmas foram consultadas em EARAM (2010), Teixeira, H., (2010), Spínola, A. V., (2010), (...)

Resumo do Projeto MonitorizaRibeiras

O objetivo do projeto MonitorizaRibeiras é conceber um sistema automático integrado no LREC para a monitorização das ribeiras. Esta fase do projeto monitoriza apenas as ribeiras afetadas pela mais recente aluvião (...)

Sistema de Comunicações

As comunicações são um dos pontos críticos de muitos projetos concebidos para situações de catástrofe. O 20 de Fevereiro de 2010 foi um exemplo de colapso de comunicações devido essencialmente à rutura de cabos, (...)

Equipamentos Complementares

Em cada uma das ribeiras do Funchal será instalado, na estrutura de retenção de material sólido mais a montante, um sismógrafo de alarme com respetivo sensor triaxial (X-Y-Z), que permitirá detetar vibrações causadas (...)